Se encontraram sem querer, como o Eduardo e a Monica, do Legião Urbana.
Tinham até uma certa química. Sendo realista, eles eram “conectados”. Tinham o mesmo gosto para tudo. Até as mesmas opiniões.
Uma amizade que nasceu do pouco, mas que era especial. Em pouco tempo se tornaram grandes amigos. Até confidentes, pelo menos para ela era assim.
Ela sempre tão tímida, com certo receio de tudo. Ele tão “descolado” e “cool”. Perfeito.
Ela tinha medo de ele acha-la infantil, medrosa. Mas não podia negar, com ele ela era “ELA MESMA”. Sem regras, sem duvidas, preceitos. E para ela aquilo era o que importava.
Independente de como terminaria, ela queria viver aquele sentimento sempre. Era bom estar com ele.
Se sentia honestamente feliz, porém, sempre com medo daquele momento acabar. Sabia que nada durava para sempre. Nem amizades, nem desilusões, alegrias, decepções. Como dizia Renato Russo, “tudo passa, tudo passará”.
Então ela começou a viver como sua amiga um dia lhe disse, um dia de cada vez. Sem temer o amanhã, porque sabia que quando ele viesse, teria bons momentos para recordar. O amanhã não importava mais para ela. Porque ela vivia o hoje.
